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Como publicar um livro?


Eis a pergunta que não quer calar nessa moda da publicação independente! São muitos os meios pelos quais você pode publicar seu livro hoje em dia, e definitivamente não é só com a Noz. Como aqui nós jogamos com a sinceridade, cabe mostrar a você que me lê as várias opções existem no mercado editorial de hoje.


Método 1: Publicação por editora


A publicação tradicional é aquela em que uma editora pega seu material original, analisa-o e chega à conclusão de que seu nome não é Paulo Coelho, então você está descartado automaticamente.


Brincadeiras maldosas (com um fundo de verdade) à parte, essa forma de publicar seu livro é a que a maioria das pessoas compreende como o trabalho editorial. Nesse método de trabalho, a editora aposta no autor ou na autora para bancar toda a produção do livro, desde o primeiro momento em que os olhos do primeiro preparador do seu texto caiam sobre ele até o evento de lançamento.


É claro que uma aposta dessas não sai barato: normalmente, a editora fica com boa parte do valor das vendas, afinal, quer repor os recursos gastos para produzir sua obra. Justo. É por conta dessa expectativa de retorno em vendas que as editoras não apostam em qualquer livro; elas esperam ter um lucro certo.


Editoras como a Companhia das Letras, Record, entre outras gigantes do mercado editorial trabalham desse modo, com uma ou outra variação contratual.


Prós: Você não põe a mão no bolso para publicar, e ter toda uma equipe editorial inteira trabalhando para o sucesso de seu livro faz as chances dele vender serem muito grandes. Claro, há também o prestígio de ter seu livro feito pelos melhores profissionais possíveis (em teoria).


Contras: A editora põe a mão no SEU bolso pra vender, ficando com a maior parte do valor das vendas, e muitas vezes com direitos de exclusividade de publicação. E claro, a editora não vai querer apostar em alguém que eles não tem a certeza de que consegue vender (independente da qualidade real/literariedade do seu livro).


Método 2: Publicação por editoria


Uma editoria é uma consultoria prestada por uma ou mais pessoas para fazer seu livro acontecer. Diferente da editora, onde existem processos e fluxos de trabalho quase sempre idênticos, as editorias são muito variáveis e oferecem serviços distintos de acordo com o que querem oferecer.


Por exemplo, aqui na Noz Editoria nós oferecemos o serviço completo de uma editora (editorial e de produção gráfica), mas não temos máquinas para imprimir os livros. Por isso, contamos com gráficas parceiras às quais terceirizamos essa impressão. Mas fazemos de tudo: preparação do texto, revisão, diagramação, ilustração, marketing, vendas online e cerimônia de lançamento, além de sempre estar de olho nos autores que já publicaram conosco para dar aquele empurrãozinho de marketing quando necessário.


Há outras editorias que podem fazer apenas os serviços de preparação e revisão do texto, por exemplo, entregando a você um arquivo em PDF sem diagramação. Outras podem incluir a diagramação. Outras oferecem ilustrações de IA apenas. Umas fazem e-books, outras não. E por aí vai.


Como o mercado de editorias é independente de regulação, infelizmente há muitas pessoas que se dispõem a fazer o serviço editorial e entregam um resultado amador, contando com a falta de informação da autora ou do autor sobre a qualidade que poderia esperar.


Esse grande BUM editorial surgiu com a facilidade da autopublicação (da qual falaremos já ja). Com plataformas como Clube de Autores e UIClap oferecendo publicação, muitas pessoas perceberam que poderiam se tornar autores de seus próprios livros, e outras tantas pessoas perceberam que poderiam cobrar para editá-los. O problema é que a maioria dos supostos editores não têm formação na área, experiência ou critérios de qualidade padronizados com o que se espera de obras literárias.


A conclusão é que a publicação por editorias é quase sempre uma roleta-russa. Se a editoria não tiver provas contundentes de seu trabalho e atuação, convém sempre pedir obras já editadas por eles para conferir se são profissionais, ou se simplesmente sabem usar um pouco de Word e Canva (ou pior... usam as IAs indiscriminadamente).



Além da questão profissional, as editorias também variam em como cobram pelos serviços. A maioria pede um valor específico para fazer o livro chegar à impressão, ou ao menos a um PDF, e depois larga a mão do autor, que tem que se virar para vender - e nós sabemos o quanto é difícil vender livros...


Por outro lado, há editorias que trabalham mais ou menos como editoras: elas não cobram o valor dos serviços, mas você assina com eles um contrato de que vai conseguir vender um número X de exemplares, e o valor da venda vai para eles. Se não conseguir vender a cota combinada em determinado período, precisará pagar a diferença não vendida, comprando, efetivamente, os próprios exemplares.


No caso da Noz, oferecemos o pacote completo de publicação de livro ou e-book, passando por todos os aspectos e chegando inclusive à impressão, vendas e pós-vendas (envios para todo o Brasil e devoluções). Para esse serviço, nosso valor é integral. Não há surpresas, nem prazos: você pagou pelo serviço, os livros serão seus desde o início e não vai nos dever nada em royalties ou coisas do tipo a cada venda, mesmo que as vendas sejam pelo nosso site.


E quanto ao nosso profissionalismo, bem, nossa equipe é formada com pós-graduações nas áreas de Literatura, Design Gráfico e em cursos de Produção Editorial ministrados pela UNESP. Sobretudo, somos autores e entendemos o carinho que seu livro e você merecem.


Para resumir:


Prós: Pagamento único, entrada no catálogo da editoria praticamente garantida (se a editoria tiver um selo editorial, como é o nosso caso). Você deixa seu livro na mão de profissionais que não vão estar fazendo 20 livros ao mesmo tempo, e vão poder dar a atenção que a obra e você demandam. Há muito mais contato entre autor e editor, e o resultado disso é um livro que sai mais com o que você espera dele (desde que a editoria seja flexível como somos na Noz).


Contras: O serviço é pago, e geralmente não é barato, apesar de não ser inacessível. A maioria das editorias não têm histórico ou experiência editorial, e podem ser apenas uma pessoa que sente que editar um livro é só jogar o seu texto numa IA pra que ela "corrija" e aplique alterações, depois salvar o PDF e imprimir de qualquer jeito, coroado por uma capa feita inteiramente por IA.


DICA: Convém analisar se a editoria que você está procurando tem selos alternativos para tipos diferentes de livros. Afinal, produzir um livro de poemas não é a mesma coisa que produzir um livro didático e pede atenção a detalhes que um selo editorial com fluxo próprio de trabalho pode fornecer com qualidade.



Método 3: Autopublicação


A publicação de livros independentes através de plataformas intuitivas teve seu principal ponto em 2009, com a criação do site Clube de Autores. Ele foi a primeira iniciativa que ganhou tração real para deixar a publicação inteiramente nas mãos do autor, responsabilizando-se apenas pela impressão (e ganhando uma fatia grande das vendas no processo).


Desde 2009, muita coisa surgiu. Em especial, a Amazon passou a oferecer o serviço de e-books para seu dispositivo leitor Kindle, e incentivou a autopublicação por qualquer pessoa do mundo. Em alguns países, é possível conseguir até mesmo a publicação em papel feita diretamente com eles (ainda não disponível para o Brasil em 2026).


Concorrentes do Clube de Autores também pipocaram por várias frentes, trazendo plataformas como UIClap e Fábrica do Livro. Todas elas têm em comum a característica de não intervirem em momento nenhum do processo editorial: eles só imprimem o que você enviar pra eles, da forma que estiver.


E é aí que mora o problema. Do mesmo modo que um excelente editor não é necessariamente um excelente autor, um autor que tenha escrito o livro mais maravilhoso do universo não necessariamente sabe fazer o trabalho de edição. O resultado são livros e mais livros lotando o mercado editorial todos os dias, sem qualquer cuidado por revisões, desde ortográficas até contextuais, e com diagramação inexistente (ou pior... de Word. É sério, eu sei que estou sendo repetitivo aqui, mas é que publicar livro feito no Word é dureza...).


Prós: Você não paga nada além do gasto com energia elétrica e internet da sua casa, e tem total controle do processo editorial, do início ao fim. No caso da produção de livros físicos, você poderá comprar o número de exemplares que quiser, ou disponibilizar o e-book na Amazon para venda sem ter que gastar nada.


Contras: Você tem que cuidar de todos os aspectos da produção editorial sozinho(a), e pode não ter as qualificações requeridas para fazer isso. Como autor, você também pode não ter a visão editorial do que faz um livro "dar certo" no mercado, do que faz um texto ser interessante para o leitor (em questões de acessibilidade, ordenação da trama, personagens). Além disso, corre o risco de pedir um número de exemplares maior do que é possível vender e ficar com seu dinheiro parado no estoque. Por fim, cabe acrescentar que no caso de e-books, você realmente não precisa gastar nada para vender na Amazon, mas cada venda dá uma boa fatia para o Jeff Bezos, e seu e-book precisa ficar exclusivo à Amazon (ainda pretendo falar mais do Amazon KDP mais pra frente).




Conclusão


Escolhas, existem várias: por editora, por editoria ou autopublicação. É fácil de se perder nesse mar da publicação independente, mas estamos aqui para te oferecer um salva-vidas que vai estender a mão e te fazer navegar com seu barco literário.


Acompanhe nossas postagens no Instagram @nozeditoria para saber quando novos artigos do blog como esse, abordando a produção de livros e a literatura contemporânea, pode surgir.


E caso queira entrar em contato conosco, basta usar algum dos meios de contato disponíveis na barra inferior que você pode ver em todo nosso site.


Obrigado pela leitura, e até a próxima!


-Gustavo

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